
A habilidade de domar a fúria das ondas em cima de uma prancha é o que encanta surfistas de várias modalidades. O mar desperta curiosidades, mistérios e oferece muita adrenalina para quem ousar desafiá-lo Oficialmente, o bodyboard é um esporte novo, criado em 1971 pelo engenheiro químico e sufista americano Tomas Morey.
Ele estava surfando quando sua prancha partiu ao meio e para não encerrar a sua diversão, naquele momento, Morey continuou pegando onda deitado com a parte que sobrou. Mas, há quem diga que Morey não inovou, mas sim, buscou inspiração em um esporte muito antigo no Havaí, o “paipo-board”, no qual os pratipor Juliana Aparecida Bodyboard dominou as ondas no Brasil No movimento do mar aventura cantes já surfavam deitados com uma prancha de madeira.
O surfista aperfeiçoou a prática antiga e inventou a primeira prancha de bodyboarding, que em sua homenagem ficou conhecida como Morey Boogie. Rapidamente o esporte ganhou o mundo, surgiram muitos adeptos, foram criados torneios em várias partes do planeta, inclusive um torneio internacional com etapas em diferentes países.
O Brasil está entre as nações em que o esporte é mais popular. Nos EUA (Havaí), Portugal, Espanha e Austrália o bodyboard, também, é muito divulgado.
No torneio nacional, qualquer atleta pode participar, porém, existe um evento principal que é disputado pelos 64 melhores bodyboarders. O circuito é composto por amadores e profissionais que competem separadamente em suas categorias.
Guilherme Tâmega é o principal atleta do país com seis títulos mundiais, e que até a última etapa do torneio deste ano, estava entre os sete melhores do ranking.
O esporte não é muito disseminado pela grande mídia, mas encontra divulgação e patrocínio em revistas e sites especializados, marcas de surfwear e, empresas que produzem equipamentos para a prática do bodyboard.
Com a grande evolução do esporte o mercado oferece os mais variados tipos de pranchas que se adequam a diferentes situações. Existem pranchas moles, duras, feitas para água quente ou geladíssima, para ondas pequenas e grandes, assim não é possível determinar qual é a melhor, o profissional deve analisar o local onde irá surfar e escolher a mais adequada.
Mas, se você acredita que para praticar bodyboard só precisa de uma prancha está muito enganado. O diretor de marketing da “BodyboardingTV”, Henrique Milazzo de 22 anos, que pratica o esporte há doze anos, alerta sobre a importância de utilizar os equipamentos necessários que são: nadadeiras, leashs e lycra. “Todo cuidado é pouco quando se trata de esportes marinhos, o mar possui correntes e as ondas são bem fortes, então, dever haver uma grande preparação”, diz o atleta.
Para Henrique Milazzo, todas as ondas são perfeitas, assim cada praticante deve conhecer os seus limites e buscar a sua melhor onda. Os mais habilidosos do torneio internacional surfam em ondas que chegam a 15 pés, aproximadamente 4,5 metros, nas etapas de Grand Slan que acontecem em Pipeline – Havaí, Arica – Chile e Fronton- Ilhas Canárias.
O bodyboard é um esporte muito atraente, que proporciona liberdade e adrenalina, quem tiver interesse em aprender, existem muitas escolas espalhadas por todo o Brasil. Para ter uma noção muito básica da prática, são necessárias, no mínimo, cinco aulas. |